
A feira de rua ocupa quatro quarteirões de Pinheiros na manhã de sábado. Caio anda entre as barracas de fruta sem comprar nada. Um homem grita o preço da manga, e outro responde mais alto.
Uma máquina verde tritura talos longos de cana no fim da feira. O caldo cai num balde de metal, doce e cheio de espuma. Caio para na frente da máquina e não sai dali.
O moço da barraca enche um copo pequeno e estende para ele. Caio explica que não tem dinheiro trocado hoje. O moço balança a mão e continua com o copo estendido.