
Em Recife, o pescoço travou de vez. Renata já estava ali havia um mês, cansada, com uma dor que não passava.
Nilza, uma mulher que estava ali havia anos, desde que a loja abriu, atendia na farmácia da esquina. “Preciso de um remédio forte, que resolveria tudo”, disse Renata. “Forte pra quê?”, respondeu Nilza, e perguntou se doía no pescoço ou no ombro.
Renata apontou os dois, desconfiada. Nilza pegou um frasco pequeno, mostrou a embalagem e disse o preço. “Não recomendo o caro. Este é amargo, mas resolve.”