
O ônibus passou pelo pedágio, cruzou a avenida vazia e parou no último semáforo. O motorista ligou a seta, e ninguém vinha atrás.
A poltrona de Renata era apertada, e a mala não coube no bagageiro. O homem do lado roncou a noite inteira. Ela queria que a noite passasse logo, mas sentia enjoo e uma leve tontura.
Levantou duas vezes e pediu licença; o homem se moveu sem acordar, e o corredor ficou livre. A estrada era longa, e Renata, distraÃda, ficou de olho nas luzes lá embaixo.