
Bia corre pelo corredor da estação com o bilhete na mão. O portão da barca fecha em dois minutos, e a fila quase não anda. Um funcionário grita o nome de Niterói e acena para os últimos passageiros.
Ela passa pela roleta no último segundo e entra no barco sem ar. O motor treme embaixo do piso, e a barca começa a sair do porto. Bia sobe a escada e acha um banco vazio de frente para a janela.
Lá em cima, o vento bate forte e o barulho da cidade fica para trás. A água escura sobe e desce devagar entre a barca e a praia. Bia solta os ombros pela primeira vez desde a manhã.