
No barro do barranco a vara de Rafaela estĂĄ na ĂĄgua desde as duas. Do outro lado senta TainĂĄ, uma menina de dez anos que sĂł falta na escola quando chove. JĂĄ tirou cinco piranhas, e o balde de Rafaela continua vazio.
âA isca Ă© a mesma?â, pergunta Rafaela. âĂ. Carne, igual Ă suaâ, responde a menina. âE o anzol?â âTambĂ©m.â Rafaela olha o anzol com atenção e nĂŁo encontra diferença.
Ela decide esperar em silĂȘncio, sem molhar a mĂŁo. TainĂĄ bate a ponta da vara na ĂĄgua trĂȘs vezes antes de soltar, e a cesta dela enche sozinha.