
No Ver-o-Peso o açaí cai roxo e grosso dentro da tigela, direto de um saco de polpa. Quem serve é Dora, uma senhora de Belém que abre a banca debaixo do mesmo toldo. Rafaela para às onze com a nota de dez, porque é barato.
Dora é gentil e recomenda sempre a mesma coisa. “Vai querer com o quê?”, pergunta. “Com banana e açúcar. Em São Paulo vem assim”, responde Rafaela. “Banana? Aqui é com peixe frito e farinha.”
“Açaí é refeição”, insiste Dora. “Sorvete é outra coisa.” A tigela chega amarga. Ao lado vem um pote de farinha branca e o peixe frito.