
Rafaela quer levar dois litros congelados de polpa para Matheus, em Manaus. Na doca o litro custa vinte reais. O moço da banca é educado e não tira o olho do relógio.
“Dois litros?”, pergunta ele. “Dois. Meu voo é de noite.” “Derrete tudo antes de pousar. Vendo isopor com gelo dentro”, avisa.
“Sai mais caro que o açaí.” “Cabe dois litros?” “Cabe quatro. Ninguém cobra a fita.” Ela paga com gorjeta e fecha a tampa.