
Nara entra numa loja pequena de Salvador para comprar Ă¡gua. A dona chama ela de minha filha antes de qualquer pergunta. Nara tem trinta e dois anos e a dona trata todo mundo assim.
Na rua, um homem com carrinho de coco chama ela de meu amor. O rapaz da banca de fitas chama ela de meu rei. Nara procura o nome dela em algum lugar da conversa.
As pessoas nĂ£o perguntam o nome dela, e nĂ£o parecem precisar. Ela diz o nome dela mesmo assim, para o rapaz das fitas. Ele responde tudo bem, meu rei, e segue arrumando as fitas.