
No Rio da Prata, a ågua é tão clara que parece vidro. Larissa e Caio pÔem roupa de mergulho, colete e óculos, e Gabriel explica as regras para uma fila de turistas.
Larissa guarda o celular numa bolsa de plĂĄstico. âEu quero uma foto dos peixesâ, fala ela. âO celular fica aqui, na margemâ, diz Gabriel. âNo rio, sĂł os olhos.â âNem uma foto?â, pergunta Larissa. âNem uma. Ă a regraâ, responde ele, com calma. âMas Ă© para a minha mĂŁe!â, fala Larissa. âA sua mĂŁe vĂȘ com os seus olhosâ, responde Gabriel.
Na ågua, Larissa quase não respira. Tem peixe de cinco cores, peixe maior que o braço dela, e um peixe amarelo que dança na frente dos óculos. As årvores fazem sombra na ågua. Caio pega a mão dela, e os dois flutuam juntos. Eles não conversam.
Depois de vinte minutos, Larissa sai da ĂĄgua. Na margem, Gabriel espera com o celular dela. âSem foto? Nenhuma?â, pergunta ele. âA foto estĂĄ aqui, na cabeçaâ, fala Larissa. âEssa foto ninguĂ©m apagaâ, diz Gabriel. Caio olha para ela sem entender, e ela ri.
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