
TrĂȘs dias depois, Renata voltou para agradecer e encontrou Nilza com a mĂŁo enrolada num pano. Uma caixa tinha caĂdo sem querer, o dedo inchou, e no pano havia sangue seco.
âNĂŁo Ă© osso. SĂł me machuqueiâ, disse Nilza, e dobrou o dedo. O nariz enrugou sozinho, e o pano cheirava a ĂĄlcool.
âFormiga um pouco e coça por dentroâ, admitiu. âIsso eu conheçoâ, respondeu Renata. âDoença nĂŁo Ă©. Mas, se eu fosse a senhora, faria isso no hospital.â Era uma emergĂȘncia pequena, mas era.
âPrefiro nĂŁo fechar a farmĂĄciaâ, respondeu Nilza. âEu cuido do balcĂŁo, atenta, e nĂŁo vendo nadaâ, insistiu Renata. As duas discutiram calmas, atĂ© a preocupação vencer.
Nilza voltou com o dedo numa tala. âFraturou. O tratamento dura um mĂȘs, mas eu recupero rĂĄpidoâ, contou. Ficou tranquila atrĂĄs do balcĂŁo, e Renata serviu um cafĂ© fraco. Nada tinha dado certo naquele dia, e mesmo assim as duas riram.
Read on the go
Digital Polyglot is also an app for iPhone and Android, with the same library and your progress synced.
Get the app