
Três dias depois, Renata voltou para agradecer e encontrou Nilza com a mão enrolada num pano. Uma caixa tinha caído sem querer, o dedo inchou, e no pano havia sangue seco.
“Não é osso. Só me machuquei”, disse Nilza, e dobrou o dedo. O nariz enrugou sozinho, e o pano cheirava a álcool.
“Formiga um pouco e coça por dentro”, admitiu. “Isso eu conheço”, respondeu Renata. “Doença não é. Mas, se eu fosse a senhora, faria isso no hospital.” Era uma emergência pequena, mas era.