
O colchão da pousada afundava no meio, e a almofada era fina como um pano dobrado. Renata virou de um lado para o outro, mas o sono não vinha. À uma da manhã, a barriga entrou na conta, e no fundo ela não sabia se era o estômago ou a ansiedade.
Aflita, vestiu a jaqueta e desceu. Nilza estava no turno da noite, com um café frio na mão. “A senhora de novo”, comentou ela, sem se surpreender. “Eu não suporto esse quarto”, reclamou Renata, irritada. “Não durmo, não acordo, fico virando.”
Nilza saiu de trás do balcão e explicou devagar, como se ensinasse uma receita. “Você respira contando até quatro”, sugeriu. “Quarto morno, nunca quente, e a…