
O rio de Paraty corre frio entre duas pedras grandes. Dani entra na água até a cintura e para. O fundo é de areia clara e cheio de pedrinha.
Dez lambaris finos param entre as pernas dela. Eles ficam parados na correnteza, virados para cima. Dani mexe o pé e eles nem saem do lugar.
Um deles encosta na pele dela e volta para os outros. Dani prende o ar e abaixa a cabeça na água. O barulho da mata some e vira um som só.