
Quem atende na farmácia da esquina já conhece o assunto. Rafaela entra com as picadas e uma mordida abaixo do joelho, e mostra os braços. O moço olha, não pede receita e põe dois vidros de creme na mesa.
“Quero o repelente mais forte que tiver”, pede Rafaela. “Forte para onde? Rua de Manaus ou mato?”, pergunta ele. “Isso muda alguma coisa?” “Muda tudo. O mosquito daqui é teimoso”, dá a resposta com paciência.
Um dos vidros tem cheiro de álcool. O outro é barato e amarelo. “E o seu conselho é o barato?”, insiste ela. “O amarelo protege seis horas”, recomenda o moço. Rafaela discute, fica na dúvida e acaba levando os dois para fazer a prova.