
Depois de três dias de praia, Rafaela fica sem nada para vestir. Lava tudo na pia. Pendura no varal às oito.
O quintal fica com o ar morno parado. Às seis da tarde a camiseta ainda pesa na mão dela. “Isso não seca nunca?”, pergunta à dona da pousada. “No sol, não”, responde ela. “Aqui a umidade não vai embora o ano inteiro.”
“Mas está fazendo sol o dia inteiro.” “O sol não seca a roupa em Florianópolis. O vento seca”, ensina a dona. Ela mostra o canto atrás do muro. Ali a roupa dos outros bate no ar com barulho de bandeira.