
A canoa saiu às seis. Damião remava atrás, e Renata ia na frente. Da margem, a floresta parecia uma parede, e a temperatura caiu.
“O rio está alto e certamente vai subir mais”, avisou ele. “Choveu a noite inteira lá em cima.” O vento empurrava a canoa para o lado, não para adiante. “Segura no banco, moça, não no remo”, pediu Damião.
Eles atravessaram o primeiro trecho e balançaram feio. Renata escorregou no banco molhado e praticamente caiu. Damião gritou de trás: se ela puxasse, a canoa viraria. “Deixa o remo solto, que eu seguro”, disse.