
Renata desceu às seis e percebeu: o caderno ficou na poltrona. Nenhum transporte ia até a garagem, e o ônibus para Bonito saía às nove.
Correu até a esquina e achou um homem numa moto. “Quanto custa até a garagem?”, perguntou. “Depende da pressa”, respondeu ele. “Da senhora ou minha?” E apontou a garupa.
Na rua larga, o vento batia na cara. Freou na porta em sete minutos. “Foi barato”, disse ela. “Foi curto”, respondeu ele.