
Às nove, a internet da pousada caiu, e o notebook não conectava. Renata tinha dez minutos, e o emprego dependia daquela videochamada.
Wilson abriu a loja meia hora antes e trouxe a mesa do fundo. “A mesa é sua até o meio-dia”, disse ele. “Obrigada, Wilson”, respondeu Renata. Ela digitou a senha e entrou na chamada: alguém da equipe mostrou o projeto. Agora eram doze cidades, não seis.
“Existe uma solução, mas é má”, disse a chefe, exigente. “O pagamento é o mesmo, e você faz o dobro.” Renata perguntou se podia discordar e ofereceu outra saída: “Eu faço as doze, mas em quatro meses, não em dois.”