
Em Petrópolis fazia frio de manhã. Naquele mês, Renata trabalhava também para uma empresa que nunca tinha visto, e o carregador do notebook parou de funcionar à noite. No dia seguinte, havia reunião.
Wilson cuidava da loja de informática da rua do meio. “Esse modelo não tenho”, disse ele, verificando o computador na tomada. “Tem um genérico caro, com garantia, e um barato.”
“O barato queima em três meses. O caro dura, mas custa o triplo”, esclareceu. Renata tinha solicitado outro pela internet, e a loja ia enviar pelo correio, mas só entregaria na segunda. “Se a chuva deixar”, brincou Wilson. “Segunda é tarde demais”, respondeu ela.