
Na estação de Campo Grande havia doze guichês e só três abertos; só se ouvia o alto-falante. Renata chegou apressada, com o itinerário impresso na mão.
Cleide, uma mulher que vendia passagens ali desde que a estação abriu, avisou que o ônibus das dez não sairia mais. “Mudou em maio”, disse ela. Renata olhou, desesperada, para um papel que já não valia. “Eu devo estar em Bonito amanhã cedo.”
“Então a senhora não chega de ônibus direto”, explicou Cleide. “Atualmente, o próximo sai às seis. Mas tem o último de hoje, que passa por Aquidauana.”